Vacina contra a catapora passa a ser oferecida na rede pública de Feira
Crianças de Feira de
Santana, a 108 quilômetros de Salvador, acima de um ano e três meses
começaram a receber a vacina tetraviral, que inclui proteção contra
catapora, além de sarampo, caxumba e rubéola nesta terça-feira (1°). A
vacina substitui a tríplice viral que não protegia contra a varicela. Só
neste ano, a cidade registrou 188 casos de catapora, 50 desses apenas
no mês de agosto. A vacina fica à disposição nos 116 postos de saúde do
município e somente será administrada em crianças que já receberam a
primeira dose da tríplice viral. A vacina contra a varicela até então só
era fornecida via rede particular, com custo médio de R$ 150, com a
necessidade de duas aplicações para garantir a imunização. Informações
do A Tarde.
Quarta, 02 de Outubro de 2013 - 07:35
Dez PMs são indiciados pelo sumiço de Amarildo
por Fábio Grellet e Marcelo Gomes / Agência Estado
Foto: Cristiane Cardoso / G1
A
Polícia Civil do Rio indiciou na noite desta terça-feira (1º) dez
policiais militares pelo desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza,
de 43 anos, morador da Rocinha, na zona sul do Rio. Eles são acusados de
sequestro seguido de morte e ocultação de cadáver. A polícia também
pediu a prisão preventiva dos PMs. Amarildo desapareceu na favela em 14
de julho passado, depois de detido por PMs da Unidade de Polícia
Pacificadora (UPP) local. O sumiço virou palavra de ordem em passeatas
ocorridas em todo o país. Artistas como o cantor Caetano Veloso e o ator
Wagner Moura foram a público cobrar do governador do Rio, Sérgio Cabral
(PMDB), esclarecimentos sobre o destino do pedreiro. Manifestantes
perguntavam em coro, durante protestos na frente do prédio de Cabral, no
Leblon, zona sul: "Cadê Amarildo?". O delegado Rivaldo Barbosa, da
Divisão de Homicídios, entregou o relatório do inquérito, com 180
páginas, ao promotor Homero Freitas na noite desta terça. Entre os dez
indiciados estão o major Edson Santos, comandante da UPP quando Amarildo
sumiu, e os PMs Douglas Roberto Vital Machado, Jorge Luiz Gonçalves
Coelho, Marlon Campos Reis e Victor Vinícius Pereira da Silva. Em
depoimentos ao longo do inquérito, todos negaram envolvimento no sumiço
do pedreiro. Eles afirmaram ter liberado Amarildo após constatar que ele
não era procurado pela Justiça. Nem a Polícia Civil nem a Secretaria de
Segurança Pública do Estado do Rio tinham revelado os nomes de todos os
acusados até o final da noite.
Quarta, 02 de Outubro de 2013 - 07:19
Senado aprova moratória para as Santas Casas

O
Senado aprovou nesta terça-feira (1º) uma moratória de 15 anos nas
dívidas tributárias e previdenciárias das Santas Casas, hospitais e
entidades filantrópicas que obedeçam às exigências previstas em lei.
Articulador do projeto e presidente da Frente Parlamentar das Santas
Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas, o deputado federal Antônio
Brito (PTB) afirmou que a medida dará mais fôlego ao setor. “A nossa
luta é contínua, defendendo mais saúde principalmente para a população
que utiliza o SUS, e essa conquista agora vem se juntar a outras
recentes que fortalecem o segmento, como a alteração da Lei 12.101, que
já foi para sanção presidencial, e a publicação pelo Ministério da Saúde
do IAC, com a reabertura do Programa de Contratualização para entidades
que estavam fora”, disse o parlamentar. A situação econômico-financeira
da instituição precisa ser grave para haver direito de adesão à
moratória. São dois os critérios para tal análise, em uma relação entre
dívida e faturamento. Ao considerar apenas as dívidas tributárias e
previdenciárias, o índice deve ser no mínimo de 15%, enquanto que
somadas as dívidas tributárias e previdenciárias às bancárias, o
percentual é de 30%. O projeto segue para a sanção da presidente Dilma
Rousseff, que terá até 15 dias úteis para se manifestar.
Quarta, 02 de Outubro de 2013 - 07:03
Placa da Transalvador para orientar motoristas na Barra tem a palavra 'shoppinpg'

As mudanças de tráfego na Barra para o início das obras de revitalização
no bairro não tem deixado confusos apenas os motoristas que passam pela
região. Em uma placa elaborada pela Transalvador, está escrita a
palavra “shoppinpg”, em referência ao Shopping Barra.
Quarta, 02 de Outubro de 2013 - 00:00
Início da obra na Barra depende da programação de Dilma; ACM Neto não quer ‘choque de agendas’
por Sandro Freitas
O start nas obras de revitalização da orla da Barra,
que já teve o trânsito modificado, depende da agenda da presidente
Dilma Rousseff (PT), mas vai acontecer na semana que vem. Isso porque o
prefeito ACM Neto (DEM) espera a petista marcar a data da vinda para
Salvador, prevista para a próxima quarta-feira (9), no intuito de
impossibilitar o “choque de agendas”. A manobra servirá para evitar a
disputa de holofotes e, possivelmente, permitir que as autoridades
políticas – que tenham bom trâmite entre petistas e democratas – possam
marcar presença ao lado de Dilma e também do prefeito. ACM Neto vai
assinar a ordem de serviço para a Odebrecht começar as intervenções na
orla da Barra, embora também deva estar ao lado do governador Jaques
Wagner (PT) e de Dilma na assinatura do contrato com o grupo CCR,
responsável pela construção do metrô de Salvador (ver aqui e aqui).

Foto: Roberto Stuckert Filho / PR
Questionado pelo Bahia Notícias durante a apresentação do orçamento de 2014 (ver aqui, aqui, aqui e aqui) sobre as providências adotadas para evitar atrasos em obras, como aconteceu na Rua Nilo Peçanha, Estrada Velha do Aeroporto e outras intervenções, o prefeito garantiu que elas serão tomadas, sem detalhar quais. No entanto, o gestor destacou a intervenção na orla e explicou que a requalificação da Barra foi feita com o Regime Diferencial de Contratação (RDC), que permite acelerar o processo e pular etapas burocráticas. A Odebrecht terá de entregar o primeiro trecho da revitalização, com a construção do piso compartilhado e uma espécie de praça de lazer entre o Farol e o Barra Center, até uma semana antes do carnaval. Depois da folia, começa a segunda etapa, entre o Forte Santa Maria e o Porto da Barra e também do Barra Center ao Espanhol. A fase 2 terá que ficar pronta antes da Copa do Mundo, visto que está inserida na matriz de intervenções para o torneio de futebol. A construtora também terá de depositar 5% dos R$ 58 milhões do contrato como precaução para o caso de atrasar a entrega, dinheiro que, em tal situação, fica para a prefeitura.
Quarta, 02 de Outubro de 2013 - 00:00
'Não acredito nessa pesquisa', diz Maria da Penha sobre lei não reduzir mortes de mulheres
por Niassa Jamena
Fotos: Niassa Jamena/ Bahia Notícias
A ativista pelo fim da violência contra a mulher, Maria da
Penha Maia Fernandes, afirmou, nesta terça-feira (1º), que não acredita
no estudo divulgado na última quarta-feira (24) pelo Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que atesta a não diminuição do feminicídio – morte
de mulheres por agressão dos seus companheiros – mesmo após sete anos
de a lei, que leva o seu nome, ter entrado em vigor. “Eu não acredito
nessa pesquisa. Se a gente pensar que até o ano passado ainda não
existia o juizado para a mulher e que durante esses sete anos as coisas
só foram mais efetivas nas capitais, e ainda assim com muita
dificuldade, não podemos dizer que a lei não funcionou”, refletiu. “Os
gestores públicos não se preocupavam com a lei e muitos até hoje não se
preocupam. Se essas mulheres não têm para onde ir, elas vão ficar com o
agressor”, completou. A declaração foi feita no lançamento da campanha
“Compromisso e Atitude Lei Maria da Penha” na Bahia, realizada na sede
do Ministério Público estadual (MP-BA). O programa do governo federal
objetiva conseguir a aplicação mais efetiva da lei para diminuir a
impunidade dos agressores. Maria da Penha defendeu a necessidade de uma
melhor preparação dos policiais para lidar com situações de agressão
doméstica. “Se a denunciante não tem a certeza de que vai ser protegida,
é melhor não denunciar. Nossos policiais têm que ser capacitados.
Quando um policial prende um agressor, os outros se sentem mais coibidos
para continuar cometendo as violências”, afirmou.

A vice-prefeita Célia Sacramento em discurso
Durante o evento, a militante, que ficou paraplégica devido a
um tiro disparado pelo seu ex-marido, ministrou a palestra “Sobrevivi.
Posso contar”, em que relata todo o ciclo de violência doméstica a que
esteve submetida e como conseguiu levar o seu agressor a julgamento. O
ex-esposo de Maria da Penha, o colombiano Marco Antonio Heredia Viveros,
já negou em entrevistas à imprensa todas as acusações. Apesar de falar
bastante das dificuldades que as mulheres, principalmente as do interior
e municípios menores, encontram ao tentar denunciar um companheiro
violento, Maria da Penha diz que nas delegacias especializadas há
grandes avanços. “Em relação ao juizado da mulher, a tramitação não é
tão lenta assim. Na maioria dos casos, as pessoas estão nesses locais
por afinidade com a causa e por isso as coisas funcionam. Há uma
interferência pessoal para que haja uma maior agilidade”, considerou.
Questionada sobre o perfil das pessoas mais vitimadas pela violência
doméstica – negras, nordestinas e de baixa escolaridade – a ativista fez
questão de destacar que os casos acontecem em todas as classes sociais.
“Geralmente as pessoas de renda mais baixa são as pessoas de cor negra,
mas isso não quer dizer que só haja mulheres negras sofrendo violência
doméstica. Mulheres brancas também sofrem violência em suas comunidades.
Na alta sociedade, ou negra ou branca, também acontece, só não tem essa
visibilidade tão grande para a imprensa. Elas têm seus advogados e
conseguem resolver de uma maneira que não se exponham”, ponderou.

Marta Veloso e a promotora Márcia Teixeira
A vice-prefeita de Salvador, Célia Sacramento (PV), realizou um pronunciamento no início do evento e falou da importância de as mulheres violentadas romperem o silêncio. “Nós não podemos ficar caladas. Temos que ir à luta como a Maria da Penha foi. Eu me preocupo muito com as mulheres das classes mais baixas. Na periferia todo mundo sabe [da agressão] porque a parede é meia. Nas classes mais altas você só descobre quando a mulher aparece com o olho roxo, mas a violência está em todas as classes”, concluiu, ao defender ainda políticas públicas para o segmento LGBT. Também estiveram presentes no lançamento da campanha a representante da Secretaria Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres da Presidência da República, Marta Veloso de Menezes, que apresentou a iniciativa, as deputadas estaduais Luiza Maia (PT) e Neusa Cadore (PT) e a coordenadora do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher do MP (Gedem), a promotora de Justiça Márcia Teixeira.


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