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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Policiais entram em confronto com professores e black blocs no Rio

Policiais entram em confronto com professores e black blocs no Rio
Foto: Marcos de Paula/ Estadão Conteúdo
Um confronto entre manifestantes e policiais nas escadarias da Câmara Municipal do Rio de Janeiro deixou pelo menos 15 feridos na noite desta segunda-feira (30). O protesto tinha como objetivo pedir a anulação imediata do Plano de Cargos e Remunerações enviado pela Prefeitura aos vereadores. Professores e black blocs estiveram presentes ao ato, que reuniu aproximadamente mil pessoas, de acordo com a polícia. Oito pessoas foram detidas, segundo o G1. Os servidores da Educação alegam que o plano foi elaborado sem a participação da categoria, e por isso não contempla as reivindicações do setor. A votação da matéria está agendada para esta terça (1º), em tese. Antes do protesto, a Polícia Militar cercou a Câmara. Professores ocupam a lateral do prédio há cerca de duas semanas.

   
Pessoas que prestam queixa em delegacias do estado passaram a fornecer informações sobre orientação sexual e cor. Adotada desde a última quinta-feira (26), a nova determinação da Secretaria da Segurança Pública (SSP) tem o objetivo de aumentar a quantidade de dados sobre vítimas, de acordo com a pasta. Segundo o site da secretaria, “os servidores policiais já estão sendo orientados a solicitar respostas para estes quesitos (orientação sexual e cor)”. A polêmica sobre a medida, no entanto, já foi iniciada. A coordenadora do Núcleo LGBT da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Paulete Furacão, acredita ser “errado” o agente perguntar à vítima sua orientação sexual. “Tem gente que fica no armário ou não quer dizer, por problemas familiares. O indicado é que o LGBT se autodeclare. A orientação é de o agente não perguntar”, declarou Paulete ao jornal A Tarde.

   
Terça, 01 de Outubro de 2013 - 07:05

Maduro expulsa três diplomatas dos EUA

por Agência Estado
Maduro expulsa três diplomatas dos EUA
O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, expulsou três diplomatas norte-americanos do país sob acusação de conspirarem contra o governo. Em um discurso inflamado para os membros das forças armadas venezuelanas, Maduro afirmou que as autoridades norte-americanas tem até 48 horas para abandonar o território nacional. Este é o mais recente incidente que pode desafiar as relações diplomáticas entre os inimigos ideológicos. Desde que assumiu o cargo em abril, Maduro fez algumas acusações contra Washington, que estaria conspirando contra o regime venezuelano. Os críticos de Maduro afirmaram que ele não tinha evidências para sustentar as acusações. Os norte-americanos também negaram as acusações. "Fora da Venezuela! Fora da Venezuela!" exigiu Maduro. "Eu não me importo com as ações que o governo de Barack Obama pode ter". O presidente sugeriu que os diplomatas dos Estados Unidos estavam por trás de um complô para desestabilizar a economia venezuelana, que passa por dificuldades de escassez de bens de consumo básicos e tem uma moeda com depreciação rápida . "O que aconteceria se alguns funcionários da embaixada da Venezuela trouxessem dinheiro e começassem a pagar para sabotar o sistema econômico estrangeiro?", questionou Maduro. Um porta-voz da embaixada dos Estados Unidos em Caracas se recusou a comentar a notificação oficial das expulsões. Em março, Maduro expulsou dois militares da embaixada dos EUA no mesmo dia em que anunciou a morte de seu antecessor, Hugo Chávez.

   
Trindade caça filiados para o Pros na Câmara e promete voltar 'de gabinete em gabinete'
Foto: Vagner Oliveira / Bahia Notícias
Presidente “provisório” do Pros na Bahia, o secretário municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza, Maurício Trindade (ex-PR), esteve na tarde desta segunda-feira (30) na Câmara Municipal, como havia adiantado ao Bahia Notícias, em busca de filiados para o novo partido. O deputado federal licenciado chegou à Casa próximo ao final da votação das contas de 2011 do ex-prefeito João Henrique, rejeitadas pelos vereadores. Na sala do cafezinho e pelos corredores, distribuiu cumprimentos e ouviu diversos trocadilhos com o nome da nova legenda: “Estamos discutindo os prós e os contras”. “Voltarei amanhã, de gabinete em gabinete”, prometeu Trindade, em conversa com a reportagem do BN, sem querer adiantar o nome de nenhum possível filiado. Ele relatou que as negociações devem ser fechadas até quinta (3), após retornar de uma viagem a Brasília, nesta terça (1º), onde se reunirá com o comando do partido. Irmão do secretário, o vereador José Trindade estava entre os que saudaram o titular da Semps. Consultado, porém, disse que ficaria no PSL, assim como o seu correligionário Leandro Guerrilha. Quem também afirmou que não mudaria de legenda foi Carlos Muniz (PTN). “Amigo dos henriquistas”, Geraldo Júnior (PTN), que é cotado no Solidariedade, chegou a convidar Trindade para uma conversa em uma sala mais reservada. A cinco dias do prazo final para a filiação partidária de quem deseja disputar as eleições de 2014, as fichas começam a ser assinadas nos corredores da Câmara.

   
Alas LGBTs: ‘Não resolve o problema’, diz especialista; ‘Preserva detentos’, alega secretário
Secretário Nestor Duarte | Foto: GOV BA
A criação de alas LGBTs em unidades prisionais na Bahia divide opiniões. Sob a alegação de que a medida tem o intuito de “preservar” a integridade dos detentos e "diminuir a violência praticada nos presídios”, o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Nestor Duarte, contatado pelo Bahia Notícias, defendeu a medida e disse que o projeto, mesmo antes do anúncio, já era usado no estado. “Na [penitenciária] Lemos de Brito já separamos os detentos. Não podemos colocar junto com os outros internos porque pode acontecer alguma violência, mas só fazemos isso quando identificamos demanda”, afirmou. O titular da pasta admitiu que, diferentemente do que foi feito em outros estados, a Bahia não realizou nenhum levantamento prévio do número de internos lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. “É uma demanda que vem aumentando”, reconheceu, sem apresentar nenhum dado. Duarte afirmou ainda que a superlotação nas unidades prisionais não será, futuramente, um problema para a criação das repartições, já que, segundo ele, “a situação da superlotação vai ser resolvida com as novas unidades”.
Entre os especialistas em sexualidade e identidade, a criação das alas não é consenso. Para Murilo Arruda, mestre e doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), a separação pode criar um “gueto gay”, o que não necessariamente é uma coisa ruim. “Tem mesmo que existir alas LGBTs. Isso faz com que as pessoas convivam com as diferenças. Cria-se um gueto sim, mas um gueto que faz com que as pessoas existam, porque aí os outros detentos irão saber a existência deles”, ponderou. Já Fábio Fernandes, mestrando no programa multidisciplinar em Cultura e Sociedade, com ênfase em Cultura e Identidade, também pela Ufba, não vê a iniciativa com bons olhos. Para ele, a "segregação" não sana o problema central, que é a violência contra o público-alvo do programa. “Não vai resolver o problema principal que é a transformação desses corpos em corpos menos humanos. Ali será a ala das abjeções, dos dejetos. Tenho certeza que vai ser isso. Em longo prazo criaríamos um grande problema. Investe-se na separação, mas como é que a violência ocorre e não é punida?”, indagou. A exclusão da comunidade gera ainda, na visão de Fernandes, outro problema. “Temos que analisar se essa separação não tem a ver com o discurso de separação das pessoas por motivos outros. Será que a instituição não é conivente com a violência? É uma medida de curto prazo, mas o passo adiante precisa ser dado”, aconselhou. A medida deve entrar em vigor a partir do ano que vem e os novos presídios a serem construídos devem contar já com as alas.

   
Sem grandes mudanças, boates de SSA deixam frequentadores inseguros oito meses após tragédia
Foto: Divulgação
Oito meses se passaram desde que um incêndio provocou a morte de 242 pessoas na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A tragédia, é claro, deixou “baladeiros” histéricos por todo o país e, em Salvador, a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) resolveu, em fevereiro deste ano, realizar um mutirão de fiscalização e interditar boates queridinhas da noite baiana, emblemáticas quando o assunto é falta de segurança. A Borracharia, por exemplo, localizada no boêmio bairro do Rio Vermelho, foi a primeira a ser afetada pela medida emergencial e permaneceu fechada durante sete meses para reforma. Hoje, mesmo com os ânimos mais acalmados, muitos frequentadores garantem que pouca coisa mudou com as obras e ainda se sentem temerosos dentro do estabelecimento. “Não vi muita diferença. A parte interna foi fechada e ar-condicionados instalados. Reduziram o número de pneus que compõem a decoração e só. Isso, para mim, não significa segurança”, avaliou a bacharel em Direito Isabella Abreu. Ainda tiveram que passar por mudanças a San Sebastian, também situada no Rio Vermelho, Off Club, na Barra, e The Hall, na Pituba. Entre as exigências da Sucom, estão a implementação de sinalização e iluminação adequadas para permitir a visualização das saídas de emergência, instalação de extintores e organização de brigadas de incêndio.

O superintendente da Sucom, Silvio Pinheiro, admite que houve "mais empenho" nas fiscalizações às boates logo após a tragédia em Santa Maria
Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (30), o superintendente da autarquia, Silvio Pinheiro, disse que a fiscalização regular continua a ser realizada nos locais notificados, mas admitiu que houve um “empenho maior” logo após a ocorrência em Santa Maria. “Não existiu afrouxamento. As vistorias continuam sendo feitas, mas, depois que identificamos as mudanças necessárias nos lugares interditados, não precisamos voltar toda semana para conferir”, argumentou. Para o estudante Júnior Barreto, frequentador da The Hall, porém, a atuação do órgão não tem sido suficiente para aumentar a confiança no local. “Continua a mesma coisa. Tem uma saída e uma entrada. Não percebi nenhuma diferença em relação a como era a boate há alguns anos atrás”, descreveu. De acordo com um dos sócios do estabelecimento, Maurício Azevedo, a casa já passou por todas as mudanças solicitadas e conta, atualmente, com um plano de segurança considerado ideal pela prefeitura. “Temos duas saídas de emergência, uma equipe de seis brigadistas, posto médico e dois hidrantes”, citou. Somente a San Sebastian, voltada ao público gay, foi bem julgada no conceito dos leitores festivos do BN. “Mudou muito com a reforma, principalmente em relação à iluminação. Antes não dava para ver onde eram as saídas. Hoje, consigo localizar facilmente onde estão as rotas de fuga”, opinou a estudante Naiana Ribeiro. 

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