Policiais entram em confronto com professores e black blocs no Rio

Foto: Marcos de Paula/ Estadão Conteúdo
Um
confronto entre manifestantes e policiais nas escadarias da Câmara
Municipal do Rio de Janeiro deixou pelo menos 15 feridos na noite desta
segunda-feira (30). O protesto tinha como objetivo pedir a anulação
imediata do Plano de Cargos e Remunerações enviado pela Prefeitura aos
vereadores. Professores e black blocs estiveram presentes ao ato, que
reuniu aproximadamente mil pessoas, de acordo com a polícia. Oito
pessoas foram detidas, segundo o G1. Os servidores da Educação alegam
que o plano foi elaborado sem a participação da categoria, e por isso
não contempla as reivindicações do setor. A votação da matéria está
agendada para esta terça (1º), em tese. Antes do protesto, a Polícia
Militar cercou a Câmara. Professores ocupam a lateral do prédio há cerca
de duas semanas.
Terça, 01 de Outubro de 2013 - 07:22
Vítimas têm que informar orientação sexual e cor ao prestar queixa à polícia
Pessoas que prestam
queixa em delegacias do estado passaram a fornecer informações sobre
orientação sexual e cor. Adotada desde a última quinta-feira (26), a
nova determinação da Secretaria da Segurança Pública (SSP) tem o
objetivo de aumentar a quantidade de dados sobre vítimas, de acordo com a
pasta. Segundo o site da secretaria, “os servidores policiais já estão
sendo orientados a solicitar respostas para estes quesitos (orientação
sexual e cor)”. A polêmica sobre a medida, no entanto, já foi iniciada. A
coordenadora do Núcleo LGBT da Secretaria da Justiça, Cidadania e
Direitos Humanos, Paulete Furacão, acredita ser “errado” o agente
perguntar à vítima sua orientação sexual. “Tem gente que fica no armário
ou não quer dizer, por problemas familiares. O indicado é que o LGBT se
autodeclare. A orientação é de o agente não perguntar”, declarou
Paulete ao jornal A Tarde.
Terça, 01 de Outubro de 2013 - 07:05
Maduro expulsa três diplomatas dos EUA
por Agência Estado
O
presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, expulsou três diplomatas
norte-americanos do país sob acusação de conspirarem contra o
governo. Em um discurso inflamado para os membros das forças armadas
venezuelanas, Maduro afirmou que as autoridades norte-americanas tem até
48 horas para abandonar o território nacional. Este é o mais recente
incidente que pode desafiar as relações diplomáticas entre os inimigos
ideológicos. Desde que assumiu o cargo em abril, Maduro fez algumas
acusações contra Washington, que estaria conspirando contra o regime
venezuelano. Os críticos de Maduro afirmaram que ele não tinha
evidências para sustentar as acusações. Os norte-americanos também
negaram as acusações. "Fora da Venezuela! Fora da Venezuela!" exigiu
Maduro. "Eu não me importo com as ações que o governo de Barack Obama
pode ter". O presidente sugeriu que os diplomatas dos Estados Unidos
estavam por trás de um complô para desestabilizar a economia
venezuelana, que passa por dificuldades de escassez de bens de consumo
básicos e tem uma moeda com depreciação rápida . "O que aconteceria se
alguns funcionários da embaixada da Venezuela trouxessem dinheiro e
começassem a pagar para sabotar o sistema econômico estrangeiro?",
questionou Maduro. Um porta-voz da embaixada dos Estados Unidos em
Caracas se recusou a comentar a notificação oficial das expulsões. Em
março, Maduro expulsou dois militares da embaixada dos EUA no mesmo dia
em que anunciou a morte de seu antecessor, Hugo Chávez.
Terça, 01 de Outubro de 2013 - 00:00
Trindade caça filiados para o Pros na Câmara e promete voltar 'de gabinete em gabinete'
por Rodrigo Aguiar
Foto: Vagner Oliveira / Bahia Notícias
Presidente “provisório” do Pros na Bahia,
o secretário municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza, Maurício
Trindade (ex-PR), esteve na tarde desta segunda-feira (30) na Câmara
Municipal, como havia adiantado ao Bahia Notícias, em busca de filiados
para o novo partido. O deputado federal licenciado chegou à Casa próximo
ao final da votação das contas de 2011 do ex-prefeito João Henrique, rejeitadas pelos vereadores.
Na sala do cafezinho e pelos corredores, distribuiu cumprimentos e
ouviu diversos trocadilhos com o nome da nova legenda: “Estamos
discutindo os prós e os contras”. “Voltarei amanhã, de gabinete em
gabinete”, prometeu Trindade, em conversa com a reportagem do BN, sem
querer adiantar o nome de nenhum possível filiado. Ele relatou que as
negociações devem ser fechadas até quinta (3), após retornar de uma
viagem a Brasília, nesta terça (1º), onde se reunirá com o comando do
partido. Irmão do secretário, o vereador José Trindade estava entre os
que saudaram o titular da Semps. Consultado, porém, disse que ficaria no
PSL, assim como o seu correligionário Leandro Guerrilha. Quem também
afirmou que não mudaria de legenda foi Carlos Muniz (PTN). “Amigo dos
henriquistas”, Geraldo Júnior (PTN), que é cotado no Solidariedade,
chegou a convidar Trindade para uma conversa em uma sala mais
reservada. A cinco dias do prazo final para a filiação partidária de
quem deseja disputar as eleições de 2014, as fichas começam a ser
assinadas nos corredores da Câmara.
Terça, 01 de Outubro de 2013 - 00:00
Alas LGBTs: ‘Não resolve o problema’, diz especialista; ‘Preserva detentos’, alega secretário
por Alexandre Galvão
Secretário Nestor Duarte | Foto: GOV BA
A
criação de alas LGBTs em unidades prisionais na Bahia divide opiniões.
Sob a alegação de que a medida tem o intuito de “preservar” a
integridade dos detentos e "diminuir a violência praticada nos
presídios”, o secretário de Administração Penitenciária e
Ressocialização (Seap), Nestor Duarte, contatado pelo Bahia Notícias,
defendeu a medida e disse que o projeto, mesmo antes do anúncio, já era
usado no estado. “Na [penitenciária] Lemos de Brito já separamos os
detentos. Não podemos colocar junto com os outros internos porque pode
acontecer alguma violência, mas só fazemos isso quando identificamos
demanda”, afirmou. O titular da pasta admitiu que, diferentemente do que
foi feito em outros estados, a Bahia não realizou nenhum levantamento
prévio do número de internos lésbicas, gays, bissexuais, travestis,
transexuais e transgêneros. “É uma demanda que vem aumentando”,
reconheceu, sem apresentar nenhum dado. Duarte afirmou ainda que a
superlotação nas unidades prisionais não será, futuramente, um problema
para a criação das repartições, já que, segundo ele, “a situação da superlotação vai ser resolvida com as novas unidades”.
Entre os especialistas em sexualidade e identidade, a criação
das alas não é consenso. Para Murilo Arruda, mestre e doutorando em
Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), a separação
pode criar um “gueto gay”, o que não necessariamente é uma coisa ruim.
“Tem mesmo que existir alas LGBTs. Isso faz com que as pessoas convivam
com as diferenças. Cria-se um gueto sim, mas um gueto que faz com que as
pessoas existam, porque aí os outros detentos irão saber a existência
deles”, ponderou. Já Fábio Fernandes, mestrando no programa
multidisciplinar em Cultura e Sociedade, com ênfase em Cultura e
Identidade, também pela Ufba, não vê a iniciativa com bons olhos. Para
ele, a "segregação" não sana o problema central, que é a violência
contra o público-alvo do programa. “Não vai resolver o problema
principal que é a transformação desses corpos em corpos menos humanos.
Ali será a ala das abjeções, dos dejetos. Tenho certeza que vai ser
isso. Em longo prazo criaríamos um grande problema. Investe-se na
separação, mas como é que a violência ocorre e não é punida?”, indagou. A
exclusão da comunidade gera ainda, na visão de Fernandes, outro
problema. “Temos que analisar se essa separação não tem a ver com o
discurso de separação das pessoas por motivos outros. Será que a
instituição não é conivente com a violência? É uma medida de curto
prazo, mas o passo adiante precisa ser dado”, aconselhou. A medida deve
entrar em vigor a partir do ano que vem e os novos presídios a serem
construídos devem contar já com as alas.

Terça, 01 de Outubro de 2013 - 00:00
Sem grandes mudanças, boates de SSA deixam frequentadores inseguros oito meses após tragédia
por Carol Prado
Foto: Divulgação
Oito
meses se passaram desde que um incêndio provocou a morte de 242 pessoas
na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A tragédia, é
claro, deixou “baladeiros” histéricos por todo o país e, em Salvador, a
Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município
(Sucom) resolveu, em fevereiro deste ano, realizar um mutirão de
fiscalização e interditar boates queridinhas da noite baiana,
emblemáticas quando o assunto é falta de segurança. A Borracharia, por
exemplo, localizada no boêmio bairro do Rio Vermelho, foi a primeira a
ser afetada pela medida emergencial e permaneceu fechada durante sete
meses para reforma. Hoje, mesmo com os ânimos mais acalmados, muitos
frequentadores garantem que pouca coisa mudou com as obras e ainda se
sentem temerosos dentro do estabelecimento. “Não vi muita diferença. A
parte interna foi fechada e ar-condicionados instalados. Reduziram o
número de pneus que compõem a decoração e só. Isso, para mim, não
significa segurança”, avaliou a bacharel em Direito Isabella Abreu.
Ainda tiveram que passar por mudanças a San Sebastian, também situada no
Rio Vermelho, Off Club, na Barra, e The Hall, na Pituba. Entre as
exigências da Sucom, estão a implementação de sinalização e iluminação
adequadas para permitir a visualização das saídas de emergência,
instalação de extintores e organização de brigadas de incêndio.

O superintendente da Sucom, Silvio Pinheiro, admite que houve "mais empenho" nas fiscalizações às boates logo após a tragédia em Santa Maria
Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (30), o
superintendente da autarquia, Silvio Pinheiro, disse que a fiscalização
regular continua a ser realizada nos locais notificados, mas admitiu que
houve um “empenho maior” logo após a ocorrência em Santa Maria. “Não
existiu afrouxamento. As vistorias continuam sendo feitas, mas, depois
que identificamos as mudanças necessárias nos lugares interditados, não
precisamos voltar toda semana para conferir”, argumentou. Para o
estudante Júnior Barreto, frequentador da The Hall, porém, a atuação do
órgão não tem sido suficiente para aumentar a confiança no local.
“Continua a mesma coisa. Tem uma saída e uma entrada. Não percebi
nenhuma diferença em relação a como era a boate há alguns anos atrás”,
descreveu. De acordo com um dos sócios do estabelecimento, Maurício
Azevedo, a casa já passou por todas as mudanças solicitadas e conta,
atualmente, com um plano de segurança considerado ideal pela prefeitura.
“Temos duas saídas de emergência, uma equipe de seis brigadistas, posto
médico e dois hidrantes”, citou. Somente a San Sebastian, voltada ao
público gay, foi bem julgada no conceito dos leitores festivos do BN.
“Mudou muito com a reforma, principalmente em relação à iluminação.
Antes não dava para ver onde eram as saídas. Hoje, consigo localizar
facilmente onde estão as rotas de fuga”, opinou a estudante Naiana
Ribeiro.

O superintendente da Sucom, Silvio Pinheiro, admite que houve "mais empenho" nas fiscalizações às boates logo após a tragédia em Santa Maria


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