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terça-feira, 24 de setembro de 2013



Lula critica reforma política conduzida por Vaccarezza

por Daiene Cardoso | Agência Estado
Lula critica reforma política conduzida por Vaccarezza
Insatisfeito com a proposta de reforma política em gestação no Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o coordenador dos trabalhos, deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP), para uma conversa em São Paulo. Acompanhado do presidente nacional da sigla, deputado Rui Falcão (SP), Vaccarezza almoçou com Lula e ouviu críticas sobre sua atuação durante uma hora. Lula demonstrou a Vaccarezza seu descontentamento com a evolução dos trabalhos no Parlamento. A Executiva nacional do PT divulgou um texto contrário à reforma liderada pelo petista. O deputado Vaccarezza não foi localizado pelo para comentar o encontro. A controvérsia em torno do tema começou logo após as manifestações de junho, quando a presidente Dilma Rousseff enviou ao Congresso Nacional uma proposta de plebiscito para realização da reforma política. A sugestão foi rejeitada pelos parlamentares, mas, para atender ao "clamor das ruas", o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), anunciou a criação de um grupo suprapartidário para discutir o assunto.

Pelegrino cobra nome do PT para 2014 já: 'Candidato não pode ser continuidade de Wagner'

por Evilásio Júnior
Pelegrino cobra nome do PT para 2014 já: 'Candidato não pode ser continuidade de Wagner'
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
No entendimento do deputado federal Nelson Pelegrino, a definição sobre quem será o candidato do PT à sucessão do governador Jaques Wagner tem que acontecer antes do Processo de Eleição Direta (PED) do partido, marcado para 10 de novembro. Ao contrário da visão do próprio chefe do Executivo baiano, que prevê a escolha até fevereiro do próximo ano, na avaliação do parlamentar – que perdeu a última eleição para prefeito de Salvador para ACM Neto (DEM) – a sigla tem que fazer pesquisas qualitativas para resolver logo a querela, sob pena de prejudicar a articulação tanto internamente quanto com os partidos aliados. "Eu acho que a gente devia dar um horizonte mais próximo para analisar essa questão. Não sei se esse horizonte é fevereiro. Um horizonte mais próximo seria melhor para construir a unidade do partido. Temos que definir qual é a candidatura que tem melhores condições de unificar o partido, representar o projeto e dialogar com os aliados, porque nós não somos sozinhos no mundo", avaliou, em entrevista ao Bahia Notícias. Para Pelegrino, um fato está consolidado: o próximo governo – se for da base – não pode ser meramente um seguimento do atual. "Nós estamos terminando um ciclo, que são os oito anos do governo do companheiro Wagner, que foi um governo que trouxe transformações e avanços importantes para a Bahia, mas nós não podemos apenas ter um candidato na nossa frente que diga que vai dar continuidade ao governo Wagner. Nós estamos vivendo um momento em que até Dilma tem que apresentar uma proposta de recuperação dos quatro anos do governo dela, como Lula teve a capacidade de fazer. Os avanços têm que ser mantidos, e até ir adiante, mas há desafios que têm que ser colocados aí: a situação econômica do Estado, da segurança pública, da saúde, da educação e a questão do semiárido", opinou.
Apesar de a disputa estar mais concentrada entre o chefe estadual da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Walter Pinheiro – correm por fora o secretário de Planejamento José Sérgio Gabrielli e o ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano –, o deputado afirma que "nenhum dos quatro está fora do páreo". Mais ligado afetivamente a Caetano, Pelegrino garante que ainda não se decidiu sobre quem vai apoiar. "Eu estou conversando com todo mundo. Estou trabalhando para escolher o melhor candidato. Quero um candidato que tenha condições de ganhar a eleição e condições de governar a Bahia", considerou. A única certeza é que ele, pessoalmente, está fora da briga. "Provavelmente eu serei candidato a reeleição. Essa fila está muito grande. Os quatro que estão lá está de bom tamanho. Não dá para ser candidato a tudo a todo o momento", admitiu.

   
Terça, 24 de Setembro de 2013 - 00:00

J. Carlos se une a Rui Costa para dar 'rasteira' em Pelegrino: 'É uma miopia política'

por Evilásio Júnior
J. Carlos se une a Rui Costa para dar 'rasteira' em Pelegrino: 'É uma miopia política'
Fotos: Reprodução/ Divulgação
Uma articulação para derrubar a liderança do deputado federal Nelson Pelegrino do PT em Salvador pode incendiar a disputa pela presidência estadual da sigla e impactar na escolha do candidato do partido à sucessão do governador Jaques Wagner. A menos de dois meses do Processo de Eleição Direta (PED) petista, a ex-vereadora Marta Rodrigues, que seria reconduzida ao posto de comandante do diretório municipal pela tendência Esquerda Democrática e Popular (EDP) – que detém cerca de 40% dos filiados na capital baiana –, foi alvo de uma movimentação promovida pelo parlamentar estadual J. Carlos, da corrente Articulação CNB (Construindo um Novo Brasil). Em consonância com os grupos de Rui Costa (Reencantar) e Valmir Assunção (Esquerda Popular Socialista – EPS), o ex-presidente do Sindicato dos Rodoviários lançou o seu assessor Paulo Teixeira em "dobradinha" com a candidatura de Everaldo Anunciação (CNB) para o comando estadual da legenda. "É uma contradição fazer uma movimentação contra uma liderança que tem 46,5% dos votos na cidade e que teve a maior performance entre todas as eleições que o PT disputou até hoje em Salvador. É um tremendo equívoco. É uma miopia política esse tipo de atitude. Contaminar uma disputa estadual, uma escolha de governador, por causa de uma disputa municipal é pensar pouco amplo", sinalizou Pelegrino, em entrevista ao Bahia Notícias.
Tanto Reencantar, quanto EPS e Articulação CNB defendem o nome de Rui Costa ao Palácio de Ondina. Em reação, a EDP se articula com a Democracia Socialista (DS), protagonizada pelo senador Walter Pinheiro, o que pode causar um racha seguido de bate-chapa para decidir quem será o indicado do PT para suceder Wagner. Rivais históricos internamente, Pinheiro e Pelegrino podem lançar o nome de Edson Valadares (DS) para a direção municipal e apoiar na estadual o jornalista Ernesto Marques, da corrente Movimento PT, liderada pelo deputado estadual e ex-presidente petista, Marcelino Galo. Embora Pelegrino diga que "a gente não vai deixar contaminar o processo", caso a união se consolide, as três correntes podem endossar o nome de Pinheiro, que ainda tenta ser candidato a governador, para enfrentar o escolhido de Wagner, Rui Costa.

   
Terça, 24 de Setembro de 2013 - 00:00

Carnaval pode ter transmissão exclusiva na TV; Proposta será estudada pela Câmara

por Sandro Freitas
Carnaval pode ter transmissão exclusiva na TV; Proposta será estudada pela Câmara
Ainda não tem prazo para ser discutido, mas um dos pontos do relatório da Comissão do Carnaval de propostas para mudanças na festa – entregue nesta segunda-feira (23) ao prefeito ACM Neto (DEM) – promete mexer com um setor importantíssimo do evento: transmissão televisiva. Entre os itens do documento elaborado após o seminário “Panorama Carnaval de Salvador”, realizado pela comissão especial que trata do assunto na Câmara Municipal, estão duas possibilidade de reformulação na forma de veicular a folia, pelas redes televisivas, para o Brasil e para o mundo. Uma delas é a transmissão exclusiva por apenas uma emissora, como ocorre com o Campeonato Brasileiro, que é comprado pela Rede Globo. No modelo, a emissora tem a prerrogativa de ceder os direitos de transmissão para concorrentes, mas detém a exclusividade, assim como aconteceu no Rock in Rio. A outra proposta é de estabelecer um pool de geração de imagens, formato em que as empresas compartilham as gravações, como aconteceu na visita do papa Francisco ao Rio. Assim sendo, cada uma poderia negociar até espaços onde teria exclusividade, como o Centro Histórico, por exemplo. Em entrevista ao Bahia Notícias, o autor do relatório sobre as propostas de mudanças na festa, vereador Cláudio Tinoco (DEM), adiantou que serão convocadas audiência públicas para tratar do tema. Por um lado a prefeitura pode aumentar a arrecadação com a festa, mas também pode perder tempo de mídia espontânea, que hoje chega a 255 horas, durante sete dias de folia, na soma da transmissão de todas as TVs.
 

Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

“Queremos trazer a discussão de como é o modelo de transmissão do Carnaval de Salvador, que é aberto. Mas, sem dúvida, entendemos que essa perspectiva de exclusividade ou unificação pode ajudar na captação de patrocínio”, destacou Tinoco. Atualmente, as emissoras que transmitem a festa não têm de pagar pelo direito de imagem, somente pela montagem de estruturas. “Ela só paga o licenciamento das estruturas e faz o investimento próprio, montando os praticáveis, gruas e logicamente o investimento na tecnologia de transmissão. [...] As televisões investem, cada uma, na sua proporção e na infraestrutura para captação de imagem. E, para esse investimento, cada uma comercializa suas cotas de patrocínio. Uma emissora tem um banco, outra tem outro, por exemplo”, explicou o vereador. Uma das reclamações constantes dos anunciantes da prefeitura é de que praticamente não há visibilidade das marcas, pois as televisões privilegiam apenas os patrocinadores próprios e evitam, ao máximo, mostrar os concorrentes. No entanto, o ponto contrário à proposta é o fato de que “se a prefeitura tivesse que pagar por essas 255 horas de mídia espontânea, seria um valor incalculável”, como ressaltou o democrata. A mudança também atenderia a um desejo da prefeitura de aumentar a arrecadação com a festa, já que a promessa do secretário municipal de Desenvolvimento, Cultura e Turismo, Guilherme Bellintani, é de fazer o carnaval de 2014 com as finanças equilibradas. Em 2013, a prefeitura gastou R$ 30 milhões em serviços públicos e ganhou apenas cerca de R$ 11 milhões em patrocínio. Outras novidades da folia, que estão em um plano de inovação da gestão municipal, serão apresentadas no mês que vem. 

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