Lula critica reforma política conduzida por Vaccarezza
por Daiene Cardoso | Agência Estado
Insatisfeito
com a proposta de reforma política em gestação no Grupo de Trabalho da
Câmara dos Deputados, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o
coordenador dos trabalhos, deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP),
para uma conversa em São Paulo. Acompanhado do presidente nacional da
sigla, deputado Rui Falcão (SP), Vaccarezza almoçou com Lula e ouviu
críticas sobre sua atuação durante uma hora. Lula demonstrou a
Vaccarezza seu descontentamento com a evolução dos trabalhos no
Parlamento. A Executiva nacional do PT divulgou um texto contrário à
reforma liderada pelo petista. O deputado Vaccarezza não foi localizado
pelo para comentar o encontro. A controvérsia em torno do tema começou
logo após as manifestações de junho, quando a presidente Dilma Rousseff
enviou ao Congresso Nacional uma proposta de plebiscito para realização
da reforma política. A sugestão foi rejeitada pelos parlamentares, mas,
para atender ao "clamor das ruas", o presidente da Câmara, Henrique
Eduardo Alves (PMDB-RN), anunciou a criação de um grupo suprapartidário
para discutir o assunto.
Pelegrino cobra nome do PT para 2014 já: 'Candidato não pode ser continuidade de Wagner'
por Evilásio Júnior
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
No
entendimento do deputado federal Nelson Pelegrino, a definição sobre
quem será o candidato do PT à sucessão do governador Jaques Wagner tem
que acontecer antes do Processo de Eleição Direta (PED) do partido,
marcado para 10 de novembro. Ao contrário da visão do próprio chefe do
Executivo baiano, que prevê a escolha até fevereiro do próximo ano, na
avaliação do parlamentar – que perdeu a última eleição para prefeito de
Salvador para ACM Neto (DEM) – a sigla tem que fazer pesquisas
qualitativas para resolver logo a querela, sob pena de prejudicar a
articulação tanto internamente quanto com os partidos aliados. "Eu acho
que a gente devia dar um horizonte mais próximo para analisar essa
questão. Não sei se esse horizonte é fevereiro. Um horizonte mais
próximo seria melhor para construir a unidade do partido. Temos que
definir qual é a candidatura que tem melhores condições de unificar o
partido, representar o projeto e dialogar com os aliados, porque nós não
somos sozinhos no mundo", avaliou, em entrevista ao Bahia Notícias.
Para Pelegrino, um fato está consolidado: o próximo governo – se for da
base – não pode ser meramente um seguimento do atual. "Nós estamos
terminando um ciclo, que são os oito anos do governo do companheiro
Wagner, que foi um governo que trouxe transformações e avanços
importantes para a Bahia, mas nós não podemos apenas ter um candidato na
nossa frente que diga que vai dar continuidade ao governo Wagner. Nós
estamos vivendo um momento em que até Dilma tem que apresentar uma
proposta de recuperação dos quatro anos do governo dela, como Lula teve a
capacidade de fazer. Os avanços têm que ser mantidos, e até ir adiante,
mas há desafios que têm que ser colocados aí: a situação econômica do
Estado, da segurança pública, da saúde, da educação e a questão do
semiárido", opinou.
Apesar de a disputa estar mais concentrada entre o chefe
estadual da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Walter Pinheiro – correm
por fora o secretário de Planejamento José Sérgio Gabrielli e o
ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano –, o deputado afirma que "nenhum
dos quatro está fora do páreo". Mais ligado afetivamente a Caetano,
Pelegrino garante que ainda não se decidiu sobre quem vai apoiar. "Eu
estou conversando com todo mundo. Estou trabalhando para escolher o
melhor candidato. Quero um candidato que tenha condições de ganhar a
eleição e condições de governar a Bahia", considerou. A única certeza é
que ele, pessoalmente, está fora da briga. "Provavelmente eu serei
candidato a reeleição. Essa fila está muito grande. Os quatro que estão
lá está de bom tamanho. Não dá para ser candidato a tudo a todo o
momento", admitiu.

Terça, 24 de Setembro de 2013 - 00:00
J. Carlos se une a Rui Costa para dar 'rasteira' em Pelegrino: 'É uma miopia política'
por Evilásio Júnior
Fotos: Reprodução/ Divulgação
Uma
articulação para derrubar a liderança do deputado federal Nelson
Pelegrino do PT em Salvador pode incendiar a disputa pela presidência
estadual da sigla e impactar na escolha do candidato do partido à
sucessão do governador Jaques Wagner. A menos de dois meses do Processo
de Eleição Direta (PED) petista, a ex-vereadora Marta Rodrigues, que
seria reconduzida ao posto de comandante do diretório municipal pela
tendência Esquerda Democrática e Popular (EDP) – que detém cerca de 40%
dos filiados na capital baiana –, foi alvo de uma movimentação promovida
pelo parlamentar estadual J. Carlos, da corrente Articulação CNB
(Construindo um Novo Brasil). Em consonância com os grupos de Rui Costa
(Reencantar) e Valmir Assunção (Esquerda Popular Socialista – EPS), o
ex-presidente do Sindicato dos Rodoviários lançou o seu assessor Paulo
Teixeira em "dobradinha" com a candidatura de Everaldo Anunciação (CNB)
para o comando estadual da legenda. "É uma contradição fazer uma
movimentação contra uma liderança que tem 46,5% dos votos na cidade e
que teve a maior performance entre todas as eleições que o PT disputou
até hoje em Salvador. É um tremendo equívoco. É uma miopia política esse
tipo de atitude. Contaminar uma disputa estadual, uma escolha de
governador, por causa de uma disputa municipal é pensar pouco amplo",
sinalizou Pelegrino, em entrevista ao Bahia Notícias.
Tanto Reencantar, quanto EPS e Articulação CNB defendem o nome
de Rui Costa ao Palácio de Ondina. Em reação, a EDP se articula com a
Democracia Socialista (DS), protagonizada pelo senador Walter Pinheiro, o
que pode causar um racha seguido de bate-chapa para decidir quem será o
indicado do PT para suceder Wagner. Rivais históricos internamente,
Pinheiro e Pelegrino podem lançar o nome de Edson Valadares (DS) para a
direção municipal e apoiar na estadual o jornalista Ernesto Marques, da
corrente Movimento PT, liderada pelo deputado estadual e ex-presidente
petista, Marcelino Galo. Embora Pelegrino diga que "a gente não vai
deixar contaminar o processo", caso a união se consolide, as três
correntes podem endossar o nome de Pinheiro, que ainda tenta ser
candidato a governador, para enfrentar o escolhido de Wagner, Rui Costa.

Terça, 24 de Setembro de 2013 - 00:00
Carnaval pode ter transmissão exclusiva na TV; Proposta será estudada pela Câmara
por Sandro Freitas
Ainda não tem prazo para ser discutido, mas um dos pontos do
relatório da Comissão do Carnaval de propostas para mudanças na festa – entregue nesta segunda-feira (23) ao prefeito ACM Neto (DEM)
– promete mexer com um setor importantíssimo do evento: transmissão
televisiva. Entre os itens do documento elaborado após o seminário
“Panorama Carnaval de Salvador”, realizado pela comissão especial que
trata do assunto na Câmara Municipal, estão duas possibilidade de
reformulação na forma de veicular a folia, pelas redes televisivas, para
o Brasil e para o mundo. Uma delas é a transmissão exclusiva por apenas
uma emissora, como ocorre com o Campeonato Brasileiro, que é comprado
pela Rede Globo. No modelo, a emissora tem a prerrogativa de ceder os
direitos de transmissão para concorrentes, mas detém a exclusividade,
assim como aconteceu no Rock in Rio. A outra proposta é de estabelecer
um pool de geração de imagens, formato em que as empresas compartilham
as gravações, como aconteceu na visita do papa Francisco ao Rio. Assim
sendo, cada uma poderia negociar até espaços onde teria exclusividade,
como o Centro Histórico, por exemplo. Em entrevista ao Bahia Notícias, o
autor do relatório sobre as propostas de mudanças na festa, vereador
Cláudio Tinoco (DEM), adiantou que serão convocadas audiência públicas
para tratar do tema. Por um lado a prefeitura pode aumentar a
arrecadação com a festa, mas também pode perder tempo de mídia
espontânea, que hoje chega a 255 horas, durante sete dias de folia, na
soma da transmissão de todas as TVs.

Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
“Queremos trazer a discussão de como é o modelo de transmissão do Carnaval de Salvador, que é aberto. Mas, sem dúvida, entendemos que essa perspectiva de exclusividade ou unificação pode ajudar na captação de patrocínio”, destacou Tinoco. Atualmente, as emissoras que transmitem a festa não têm de pagar pelo direito de imagem, somente pela montagem de estruturas. “Ela só paga o licenciamento das estruturas e faz o investimento próprio, montando os praticáveis, gruas e logicamente o investimento na tecnologia de transmissão. [...] As televisões investem, cada uma, na sua proporção e na infraestrutura para captação de imagem. E, para esse investimento, cada uma comercializa suas cotas de patrocínio. Uma emissora tem um banco, outra tem outro, por exemplo”, explicou o vereador. Uma das reclamações constantes dos anunciantes da prefeitura é de que praticamente não há visibilidade das marcas, pois as televisões privilegiam apenas os patrocinadores próprios e evitam, ao máximo, mostrar os concorrentes. No entanto, o ponto contrário à proposta é o fato de que “se a prefeitura tivesse que pagar por essas 255 horas de mídia espontânea, seria um valor incalculável”, como ressaltou o democrata. A mudança também atenderia a um desejo da prefeitura de aumentar a arrecadação com a festa, já que a promessa do secretário municipal de Desenvolvimento, Cultura e Turismo, Guilherme Bellintani, é de fazer o carnaval de 2014 com as finanças equilibradas. Em 2013, a prefeitura gastou R$ 30 milhões em serviços públicos e ganhou apenas cerca de R$ 11 milhões em patrocínio. Outras novidades da folia, que estão em um plano de inovação da gestão municipal, serão apresentadas no mês que vem.


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