
Marcando o Dia da Consciência Negra, a Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa (AL)realizou audiência pública terça-feira (20) sobre as questões de saúde relativas aos negros. A anemia falciforme, doença genética predominante em negros, foi um dos temas abordados no encontro.
A hematologista referência da enfermidade na Bahia, Drª Angela Zanette, esclareceu sobre esse tipo de anemia e frisou a falta de centros para tratamento específico. “O traço falcêmico está presente em mais de 5% da população negra. As dores são sintomas da doença. A possibilidade de cura é o transplante de medula óssea,algo inacessível para a maioria dos pacientes. Não existe centro de tratamento exclusivo na Bahia para os portadores da doença. Eles são atendidos no Hemoba e no Hospital das Clínicas, aqui em Salvador, locais que prestam outros serviços”, afirma.
Vice-presidente do colegiado, a deputada estadual Graça Pimenta (PR) falou sobre o estímulo na implantação de centros de tratamento no interior do estado. “Por ser enfermeira, sei que os cuidados com a doença evoluíram muito pouco. Precisamos ter locais de referência em anemia falciforme nos municípios estratégicos, para evitar o deslocamento dos doentes até Salvador”, declara.
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