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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Impasse sobre apoio no 2º turno continua

por Fernanda Chagas
A decisão em torno do apoio no segundo turno das eleições em Salvador ainda não foi oficializada, mas é fato que as negociações avançam e o anúncio deve sair até o fim da semana.
Se por um lado as bolsas de apostas indicam que o PMDB, mesmo com o PT, seu aliado nacional tendo entrado em campo, tende a apoiar o candidato democrata ACM Neto, nos bastidores circula que o bispo Márcio Marinho (PRB), deve entrar na briga por transferir seus 6,5% dos votos para o petista Nelson Pelegrino.
Embolando ainda mais o cenário, o representante do PMDB nas urnas, Mário Kertész dá sinais de que pode marchar em lado oposto ao seu partido.
Os caciques peemedebistas no estado, leia-se os irmãos Viera Lima (Lúcio e Geddel), nunca esconderam a predileção por ACM Neto, de olho em 2014 – a aliança estaria relacionada ao compromisso do DEM em apoiar o grupo de Geddel na disputa pelo governo do Estado -, mas estariam sendo pressionados nacionalmente. Informações dão conta de que o próprio governador Jaques Wagner (PT) teria entrado em campo para tentar atrair o apoio da sigla ao candidato do seu partido e para isso teria ligado para o vice-presidente da República, Michel Temer, pedindo que intercedesse junto a Geddel, classificado como o rebelde. Por tabela, Pelegrino teria embarcado para Brasília ontem como forma de reforçar a negociação.
Contudo, parece que não foi suficiente. Ao menos é o que demonstra a declaração do presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO) de que o partido respeita as decisões locais da legenda e que a mesma estaria liberada a apoiar o candidato do DEM em Salvador. "Há uma tendência muito forte de fechamento com ACM Neto pela decisão local", afirmou Raupp, que conversou com Geddel e com o deputado Lúcio Vieira Lima, também líder do partido no Estado.
Em conversa com Raupp, Geddel teria, inclusive, adiantado que deixará o cargo na Caixa Econômica Federal, uma das cotas do partido no governo federal, se apoiar ACM Neto contra o PT em Salvador. "Ele (Geddel) vai fazer isso automaticamente. Ele comentou isso comigo", afirmou Raupp. Geddel ocupa a vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa.
Em entrevista à imprensa, o líder peemedebista já havia disparado que ”não deve obediência ao PT. Sou servidor público. Devo lealdade ao governo de coalizão da presidente Dilma. Mas chega de especulação boba. Quando a posição do PMDB estiver madura, será anunciada”. Lúcio, por sua vez, preferindo cautela disse que a decisçao sai no mais tardar até amanhã. Porém, dando brechas de que não cederiam facilmente, fez questão de pontuar que a questão da Bahia é decidida pelo diretório estadual.
Indo na contramão do seu partido, Kertész ao confirmar que ontem conversou com o governador Jaques Wagner e recebeu a visita dos os candidatos ACM Neto e Nelson Pelegrino, não descartou, entretanto, tomar um rumo diferente da sua legenda. “Conversei com eles todos, conversei com Geddel Vieira Lima que está em Brasília e deve chegar hoje (ontem) a noite. Amanhã (hoje) vou conversar com ele detalhadamente pra ver como ele está vendo as coisas”. Questionado se existia alguma chance de não comungar da mesma opinião que Geddel disse sem titubear que: "Tem essa possibilidade. Eu não desejo sinceramente, mas tudo é possível".
O bispo Márcio Marinho, por sua vez, assegurou que algumas coisas ainda estão sendo ponderadas e até sexta-feira o anúncio será feito. “O filho ainda está sem do gerado, mas não temos nenhuma definição”. Rumores dão conta, entretanto, que o PRB, braço político da Igreja Universal, já havia batido o martelo em prol do apoio ao PT, seu aliado a nível estadual e nacional. 

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